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Tecnologia e Arte

A Olimpíada Brasileira de Robótica – OBR é também uma oportunidade de reunir pessoas, academia, comunidade, escolas, para se discutir o desenvolvimento da cidade sob o viés tecnológico, através do ensino e aprendizado da robótica e seus desdobramentos como estimulo a crianças para desenvolver aptidões em diversas áreas de conhecimento que se convergem de forma interdisciplinar e sensível quando se utiliza as ferramentas desse universo tecnológico. 
Esse meio interdisciplinar surge pela própria natureza comunicativa e de “rede” que a tecnologia trouxe para a sociedade, chegando aos espaços educativos e de mediação como uma necessidade a ser melhor aproveitada como recursos aplicados, meios de comunicação ampliados e processos criativos inovadores. Diante dessas possibilidades levantadas, a equipe responsável pela etapa Regional e Estadual da OBR 2017 aposta que a tecnologia é uma potência de desenvolvimento social e cultural, por isso propõe uma nova roupagem ao evento aliando dois universos, o da Arte e o da Tecnologia, através de intervenções, exposições e apresentações artísticas.
Criar espaços expositivos através da Arte em um meio acadêmico e tecnológico é sensibilizar o expectador/público para um novo olhar sobre esse universo.  O encontro entre Arte e Tecnologia enriquece o olhar de quem vivencia o dia a dia na era “pós contemporânea”, discutindo o homem e suas relações com sua cultura em um momento de aproximação entres realidades indissociáveis homem e máquina.
A Arte contemporânea atua como dispositivo sensível e transformador da sociedade quando o artista provoca o “ outro” a refletir o meio em que vive e suas relações sociais e de produção. Assim, como campo que se apropria da evolução social, econômica, política e cultural de um povo, a Arte potencializa os encontros dialógicos entre o artista e o público, entre a obra e o público, entre o público e o público. 
O artista, como pesquisador de seu meio, acompanha o desenvolvimento da tecnologia e seus impactos sociais, econômicos e culturais. Nesse universo, o que mais tem sido discutido nas produções artísticas é a relação do homem/homem e o homem/máquina, como olhar que observa o risco de um futuro (des) humano e puramente virtual, gerando espaços de aproximação e distanciamento interpessoal, diante das possiblidades de comunicação que se transformam numa velocidade a cada dia mais rápida.
É com essa prerrogativa que levaremos Arte à Olimpíada Brasileira de Robótica,  em que convidamos artistas Piauienses para esse diálogo, pensando uma expografia de Intervenção no espaço da Universidade para ocupar o fluxo dos passantes com a intensão de possibilitar momentos de imersão junto aos objetos de Arte, onde eles serão provocados a experimentar uma catarse que permitirá a reflexão sobre a arte e seu motivo de estar ali, sobre a sensibilização do olhar como corpo ainda potente de comunicação humano no meio tecnológico, condição primeira para todas as discussões geradas a partir desse encontro.

Marina Medeiros

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Realização

UFPI - Universidade Federal do Piauí
LANF - Laboratório de Aplicações em Neurofísica
OBR - Olímpiada Brasileira de Robótica

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